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___EDITORIAL___

Nos últimos dias um distúrbio alimentar, até então pouco debatido tem ganhado notoriedade na mídia: a anorexia. Depois da inclusão do tema na trama de Manoel Carlos, e mais recentemente o falecimento da modelo Ana Carolina Reston, a anorexia ganhou popularidade e virou pauta de muitas discussões.
O fato que mais chama atenção em tudo isso é o tratamento dado pela mídia quando o fato atinge personalidades. Milhares de meninas morrem da mesma doença e não é dada tanta notoriedade. Agora, com a morte de uma pessoa famosa no mundo fashion, o problema foi colocado em pauta e tomou conta dos jornais, revistas e noticiários da TV.
Em contrapartida, milhões de brasileiros morrem de fome ou por doenças conseqüentes da subnutrição, não porque são vítimas da ditadura da moda como a modelo Ana Carolina, mas sim por não terem as condições mínimas de sobrevivência, estando abaixo da linha da pobreza. Quando a eles são dadas as poucas matérias, o enfoque é pequeno e, com isso, não gera toda a mobilização social que deveria causar.
Mais uma vez é corroborado o papel da mídia de determinador das discussões e opiniões que a sociedade deve ter. Quando a mídia, seja por fins comerciais ou não, decide dar ênfase a determinado assunto, é certo que sua amplitude será facilmente conseguida, e inquestionavelmente aceita.
Escrito por nós cinco às 14h05
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Jornalismo e Responsabilidade Social Por: Tathiane Miranda
“O jornalista é um mediador entre dois mundos. E isso não significa apenas poder, mas também humildade, aceitação, de ser apenas o que deixa passar, deixa fluir através de seu trabalho o trabalho de outros, as idéias de outros, o caráter de outros.” Vemos pelas palavras acima da jornalista Neide Duarte que tudo passa pelos olhos de um jornalista. Do fato ocorrido à matéria publicada, muitas coisas podem ser acrescentadas ou omitidas. Ao redigirmos uma reportagem, estamos inteiros nela, com nossos sentimentos, com nossa cultura, com nossas visões sobre o mundo, com a nossa emoção. E é justamente essa emoção que nos difere dos demais. Não podermos passá-la adiante é um compromisso com um jornalismo ético. Nisso reside a responsabilidade do jornalista. Ele tem um poder imenso nas mãos. Ele traz o que está longe do olhar dos outros para ser visto de perto. Ele pode trazer o que quiser. Ele tem o poder de manipular uma informação, falsear uma realidade, mas tem também o poder de convocar, de fazer alguém pensar coisas que nunca havia pensado. O jornalista é capaz de mobilizar a ação das pessoas, de plantar novos valores, novos comportamentos. Por exemplo, ao dar espaço para que jovens da periferia apareçam na mídia, para mostrar o seu talento e não para dizer como é violenta a periferia das grandes cidades, uma mudança significativa está a caminho. Aquele jovem e todos os outros jovens que assistirem aquela reportagem vão perceber que eles podem estar em evidência pelas qualidades que têm, seja escrevendo, fazendo um jornal, criando uma rádio comunitária, construindo enfim alguma coisa e não pela violência do lugar em que vivem. Nos dias de hoje, isso se torna cada vez mais importante. Com a internet, qualquer um pode publicar textos e artigos, sem ao menos terem idéia da repercussão que eles podem causar. A Internet surgiu na década de 1990 e logo se tornou um veículo de notícias anárquico e irresponsável. Nela, todos têm acesso à opinião pública. É, por isso, que os cidadãos necessitam de uma garantia de autenticidade das notícias. Portanto, é necessário que os jornalistas sejam honestos, competentes e aptos a filtrar, confirmar e comentar as informações disponíveis através de outros meios que garantem maior credibilidade.
Escrito por nós cinco às 17h58
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O Brasil ainda é analfabeto
por Iriana Mol
Se a educação é mesmo elemento fundamental para o desenvolvimento de um país, a análise dos dados mais recentes do INAF (Indicador de Alfabetismo Funcional) parece algo um tanto desalentador... Segundo o próprio INAF, no ano de 2005, apenas 25% dos brasileiros encaixam-se no nível pleno de alfabetismo, ou seja, somente essa ínfima parcela da população possui conhecimento necessário para a satisfação das demandas do seu dia-dia e para o seu desenvolvimento pessoal e profissional. Já os 75% restantes foram classificados como analfabetos funcionais. Mas qual o significado do termo? Segundo o INAF, nesse termo podem ser encaixados os analfabetos absolutos (aquelas pessoas que não sabem ler, escrever e realizar operações matemáticas simples); os indivíduos que lêem, mas compreendem muito pouco e, por fim, aqueles que entendem alguma coisa, mas são incapazes de interpretar e relacionar informações.
A situação é mesmo assustadora... Diante dela poderíamos nos ater a vários aspectos, tanto de causas quanto de conseqüências dentro da nossa sociedade. Entretanto, uma questão nos chama mais atenção. Se de cada 4 (quatro) brasileiros apenas 1(um) tem capacidade real para entender e compreender um texto como esse, como fica o processo de comunicação dentro da nossa sociedade? Será que uma situação como essa deve servir de parâmetro no momento em que jornalistas, comunicólogos em geral, estiverem elaborando os seus textos, reproduzindo as suas opiniões? Bem, se levarmos em conta que o jornalista, mais especificamente, é o sujeito que, dentre as suas funções, deve atuar como agente simulador da realidade vivida pelos indivíduos e que estes dependem dele para enxergá-la, poderíamos dizer que este profissional deveria, sim, deixar com que seu trabalho sofresse as conseqüências diretas de dados como os apresentados pelo INAF. Assim, caberia ao jornalista, adequar-se à maioria da população (analfabeta funcional, diga-se de passagem), excluindo do seu texto qualquer fator que pudesse interferir no processo de visualização dessa realidade.
Escrito por nós cinco às 12h59
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continuação
Entretanto, as coisas não são tão simples assim... Se voltarmos um pouco no texto, podemos perceber que, nessa maioria da população, estão incluídas pessoas incapacitadas até mesmo de ler uma frase. E aí? O que fazer diante dessa situação? Transformar o texto num amontoado de figuras ilustrativas de uma situação qualquer? Passaríamos então a nos comunicar através de imagens? Será que a solução ideal é voltarmos ao período pré-histórico? Mesmo que soem exageradas, estas questões estão aqui para mostrar que adaptar-se à uma situação negativa como essa não deve ser jamais encarado como solução para um país que almeja chegar à posição de país desenvolvido. Uma adaptação como essa seria adotar uma posição errônea, seria verdadeiramente “andar pra trás”... Além disso, não podemos deixar de pensar que naquela ínfima parcela de 25%... Seria correto que ela fosse afetada no seu direito à uma informação de qualidade? Claro que não....
Não estamos defendendo que o jornalista deva se manter afastado de questões tão relevantes como a educação, mas se envolver, aqui, não é afetar a forma do seu texto, escolher as palavras que o vão compor... Se o jornalista quer apoiar uma mudança dessa realidade, ele possui outras formas. Umas delas é, por exemplo, se dedicar à denúncia dos fatores causadores dessa situação. Todos nós sabemos (e isso não é surpresa alguma) que a principal causa de um analfabetismo de índices tão elevados é justamente a falência do modelo de educação adotado no país, como afirma Rubem Alves, professor emérito da Unicamp: “A escola tradicional é construída no modelo da linha de montagem, tempo mecânico. Então se transforma em uma experiência de sofrimento e as crianças não aprendem.” Com isso, podemos dizer que se o jornalista assume a responsabilidade não só de denunciar, mas até mesmo de propor novos modelos de educação para a nossa sociedade, ele, com certeza, estará atuando de forma mais eficiente para que o problema do analfabetismo seja solucionado. E estará porque ele tem espaço e voz para que as suas opiniões, as suas visões de mundo fomentem o debate público, estimulem iniciativas da sociedade civil e subsidiem a formulação de políticas públicas nas áreas de educação e cultura. Se todos esses profissionais soubessem do poder que têm em suas mãos e o utilizassem de forma consciente, responsável, arriscamos a dizer que muita coisa, se já não estivesse mudada, estaria em vias de acontecer...
Escrito por nós cinco às 12h58
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Trilhas para o enriquecimento cultural
por Thatiane Miranda
Durante uma apresentação, seja ela teatral ou musical, a troca de informações ocorrida entre o artista e o público, e vice e versa, é muito grande. O artista fala ao público através da letra da música, da história contada, da presença no palco. O público retribuí através da identificação com o que foi apresentado, com as palmas e sorrisos doados.
Me recordo de uma apresentação do grupo Lúdica Música. Tocando todos os estilos com qualidade, o grupo apresenta composições de Luiz Melodia, Chico Buarque, João Bosco, Djavan, Lulu Santos, Zeca Baleiro, etc. O mais interessante é notar, em cada canção, as interpretações peculiares feitas pelo grupo.
Samba, jazz, baião, funk, rock, pop, salsa, e “otras cositas” mais. Chiclete com banana, pimenta com sorvete, mistura minimal de vozes, cordas, acordes e ritmos, música emocional lúdica, personal. Alma brasileira, música brasileira, do gosto brasileiro, para enriquecer os corações e a formação cultural de cada um que se dispõe a ouvir o grupo.
Não há quem não se renda ao jeitinho contagiante do Lúdica. Devagarzinho, você vai começando a seguir o ritmo da música e , quando menos espera, já está em frente ao palco, sambando e pedindo “bis” ao fim do show. Sem perceber, a troca cultural está presente a cada passo desse samba. O artista mostra seu trabalho, canta, encanta, anima o público que conhece um pouco mais da boa música brasileira, que a cada dia mais perde espaço na TV. O funk “baixaria”, com mulheres saradas e rebolando,toma espaço na mídia que quer ,cada vez mais e mais, apenas alta audiência.
Escrito por nós cinco às 12h56
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continuação
Sendo assim, poucas pessoas tem o privilégio de poder prestigiar um show como o do Lúdica e, aprender um pouco mais, da cultura popular brasileira.
Virando esse jogo, o Programa Trilhas da Cultura surgiu.Com objetivos de contribuir para a formação da cidadania e ser fonte de progresso e estímulo à criatividade das pessoas, a Fundação Belgo o criou, com seus espetáculos gratuitos de música, teatro, dança, artes circenses, ópera e outros meios de expressão da cultura brasileira.
O Projeto data do ano 2000, e veio para ser uma ação cultural de caráter educativo e de entretenimento permanente, com intuito de possibilitar as comunidades onde a Belgo atua o acesso gratuito às mais diversas manifestações artísticas.
O sucesso do Programa pode ser percebido pelo aumento do número de parceiros e pelo fortalecimento dessas parcerias, além dos relatos do público, que se mostra cada vez mais interativo com os espetáculos.
O Programa é hoje parte fundamental no calendário de eventos culturais do Estado de Minas Gerais e o principal mecanismo de movimentação cultural nas cidades que têm uma empresa Belgo. Propicia a criação de parcerias para qualificar e ampliar as ações no setor e fomentar a economia local, através do consumo de bens e serviços e da geração de empregos.
Escrito por nós cinco às 12h55
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FORMAÇÃO ACADÊMICA INTERFERINDO NA QUALIDADE DA NOTÍCIA
Sabe-se que, inseridos no jornalismo brasileiro, há muitos que produzem textos jornalísticos e não têm uma formação acadêmica específica. Não detém conhecimento sobre as técnicas de escrita e diagramação. Não é aquele que entende o processo como um todo. É alguém que conhece sobre determinado assunto em pauta e tem facilidade para escrever. Entretanto, será que a notícia que chegará às mãos do leitor terá, de fato qualidade? A preocupação não passa apenas por erros de português mas pela questão da falta de ética, de imparcialidade. Não raro, são publicadas notícias repletas de julgamentos, falhas nas informações.
Se levarmos em conta que a profissão do jornalística é uma atividade de profunda imbricação com a esfera pública social, percebemos o quanto é importante a formação profissional e acadêmica. Daí decorre sua importância, necessidade e riscos que pode oferecer À sociedade quanto À formação desses profissionais . É claro que a formação acadêmica, pura e simplesmente ao vem a dizer nada . Muitos que nunca souberam o que é uma faculdade de Comunicação Social são capazes de escrever matérias, publicar artigos que encantam até mesmo os mestres da área. Mas o não conhecimento dos princípios éticos que envolvem a profissão e da responsabilidade social do jornalista pode fazer com que ele infrinja um direito inegável do cidadão que é direito à informação séria e de qualidade. O jornalista deve saber que ele está escrevendo para variados públicos, até para analfabetos, que vão adotar como verdade plena aquilo que ele escreveu , por isso é preciso cautela, cuidado, rigorosidade no método de produção da reportagem.
O ideal seria que o governo interviesse na questão, aprovando leis que regulamentassem a profissão, tendo em vista a sua importância dentro da sociedade.
Por Aline Zimmermann
Escrito por nós cinco às 17h21
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Estamos atrás...pena que não é só do trio
Sou micareteira, isso é fato. Mas outro dia parei pra pensar... Num país onde milhares de pessoas vivem abaixo da linha da pobreza é admissível que se gaste o equivalente a 10, 20 cestas básicas em apenas 2 ou 3 dias de folia? Se você pensou em responder não, saiba que está se opondo a uma verdadeira massa que se mantém unida por um ponto: a paixão pela micareta. A ascensão mirabolante do gênero baiano deixou os críticos em choque. Mas já era previsível. Sempre que algum estilo vindo de regiões periféricas ganha espaço na mídia e se populariza a reação é a mesma. Aconteceu com o rock, com o pop e também com o sertanejo. A preocupação deles é se o estilo é ou não capaz de acrescentar algo ao intelecto humano. Bobagem. As intenções deviam se voltar ao social, em como todo esse dinheiro produzido pode ser empregado em favor da própria sociedade. O fato é que muita gente é capaz de gastar o que for preciso para ter o seu abadá. E isso é preocupante. A indústria do entretenimento já percebeu o quanto é lucrativo investir nesse estilo. Não é a toa que os carnavais temporões invadiram o país. Em quase toda cidade de porte médio é possível encontrar um. Mas até onde essa paixão é válida? Noutro dia estava lendo, por curiosidade, as notícias de uma cidade no sul de Minas. E me deparei com a discrepância. A manchete era o carnaval fora de época que está aí. Deram um bom destaque ao evento em páginas alegres e coloridas como os abadás de R$300. Já numa das últimas páginas, numa nota simples em preto e branco era anunciada a morte de mais uma pessoa na fila de um hospital público, que esperava há horas por um atendimento... (...) Será mesmo necessário camuflar a realidade de muitos com a possibilidade de poucos??? O povo precisa de diversão! Claro, concordo plenamente... até porque o próprio nome já diz: entretenimento, algo que "te desconcentra, te tira do real, do cotidiano.... Mas se for pra cair na política do circo e pão, que seja pelo menos democrática, não é?!!!
por Andréa Mazilão
Escrito por nós cinco às 17h36
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